terça-feira, 8 de abril de 2008

Caminhada Beneficente em prol dos estrangeiros do Centro de Detencao de Ushiku

Em nome do Comite Internacional da Igreja Catolica de Tsukuba gostaria de convida-los para participar da Caminhada Beneficente.
Favor acessar os links abaixo para maiores detalhes sobre a Caminhada Beneficente e mapa de acesso a igreja:

IV Caminhada Beneficente (Charity Walk) - Igreja Catolica de Tsukuba

Data: 13/Abril (Domingo)
Horario: a partir das 9:30 h
Percurso: 8 km (saindo da Igreja Catolica de Tsukuba -proximo ao Hanamasa-, passando pelo Doho Koen, Akatsuka Koen, e retornando para a Igreja).
Objetivo: a verba arrecadada nesta caminhada beneficiara aos estrangeiros detidos no Centro de Detencao de Ushiku. Neste local, varias centenas de estrangeiros estao presos, sendo que na maior parte dos casos, foram detitos por permanecerem ilegalmente no Japao. A Caminhada Beneficente eh organizada uma vez ao ano, pela Igreja Catolica de Tsukuba, visando o auxilio na compra de passagens de retorno aos paises de origem, cartoes telefonicos, materiais de higiene pessoal, etc.


Pode-se colaborar de duas formas:
- Atleta: participar ativamente durante a caminhada. Neste caso, cada participante recebera um cartao de patrocinio, devendo buscar o maior numero de patrocinadores possivel. Certamente, a participacao na caminhada eh gratuita.
- Patrocinador: pode-se patrocinar algum "atleta", colaborando com qualquer quantia em dinheiro. Neste caso, o nome de cada patrocinador e a quantia doada devem ser devidamente preenchidos no cartao de patrocinio.
Caso alguem queira colaborar, seja caminhando ou como patrocinador, por favor nos avise ate sexta-feira (11/Abril). Os cartoes de patrocinio podem ser obtidos durante a inscricao, no dia da caminhada. As doacoes/patrocinio serao arrecadadas ao termino da caminhada, sendo que logo apos havera uma pequena confraternizacao no salao da Igreja Catolica de Tsukuba.
Um abraco a todos,

Marcos

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Você está consciente sobre a prevenção em HIV e DST?

Olá, amigos !
A maioria dos acidentes de carros acontecem com pessoas que realmente se achavam bons motoristas. Na infecção por HIV / DST (AIDS e Doenças Sexualmente Transmissíveis) a história não é diferente, ou seja, a maioria das pessoas que se sentem “conhecedoras” do assunto, são fortes candidatas a se infectar com o vírus. Ao se sentir muito seguro em seus relacionamentos ou, suficientemente informado para não tirar suas dúvidas, faz você ter a ilusão de estar em uma pista de corrida ou em uma rua onde todos os sinais estão abertos. Essa sensação de segurança é que tem levado ao aumento do número de pessoas infectadas em todo o mundo.
Em 25 anos, cerca de 65 milhões de pessoas no mundo se infectaram com o vírus da AIDS. Somente em 2007, quase 3 milhões de pessoas morreram em razão da AIDS, e no Brasil cerca de 600 mil convivem com o vírus. O Japão, que se considerava fora da rota de infecção, é o pais rico onde mais cresce o número de pessoas com HIV.
“Se você acha que AIDS não é um problema seu, quero te dizer que eu também pensava assim em 1985 e foi exatamente por essa razão que me descobri com o vírus.” - palavras de uma pessoa soropositiva.
Precisamos sempre lembrar e conscientizar a todas as pessoas sobre os cuidados com a AIDS e DST, que está presente no nosso dia a dia. O importante freio desse desastre é a informação.

Quem precisaria fazer o teste de HIV?
É aconselhável fazer o teste nos seguintes casos:
* Qualquer pessoa que tem ou teve relacao sexual sem preservativo.
* Qualquer pessoa que teve ou tem uma doença venérea (Doença Sexualmente transmissivel) como Sífilis, gonorréia, clamídia, herpes genital, cancro, linfogranuloma, condiloma, etc.
* Qualquer pessoa que usou ou usa drogas compartilhando seringas e agulhas.
* Qualquer pessoa que precisou receber sangue ou outros produtos derivados do sangue.
* Fazer o teste 3 meses depois do acontecimento que preocupa.
É necessário ter passado esse periodo da janela imunológica para se ter o resultado correto, isto é, é preciso 3 meses que o corpo produza os anticorpos que serão procurados no teste de HIV.
* A medicina avançou muito. Agora você pode ter acesso a bons medicamentos para controlar a infecção, tanto no Japão quanto no Brasil. Entre em contato com alguma instituição médica ou grupo de ajuda.

Onde conversar Sobre HIV / AIDS / DST
Podemos conversar em português no Japão. Fale com:
NPO- CRIATIVOS-Centro de Referência e Suporte em HIV - DST.
Tel: 045-361-3092 ( Segundas e Quartas-feiras, 10:00 - 19:00 )
Posto de Saúde de Shinjuku ( Centro de Saúde de Nishi- Shinjuku)
Tel: 03-3369-7110 ( Quintas-feiras 13:00 - 17:00 )
Disque-Saúde ( Ligação Gratuita)
Tel: 0120-05-0062 ( Sugunda à Sexta 10:00-12:00 e 13:00-17:00)

Palavras e inspirações retiradas do boletim da Fundação Japonesa de Prevenção a AIDS e da NPO - CRIATIVOS de Referência e suporte em HIV – DST (
http://www.criativos-npo.org)
                          
Marcelo Wakukawa
Comunidade Católica de Utsunomiya

terça-feira, 25 de março de 2008

Educação escolar: Brasil x Japão (1)

Entre os migrantes brasileiros no Japão, existem muitas dúvidas ao escolher uma escola japonesa ou brasileira para seus filhos. Tal decisão depende de vários fatores que variam entre o tempo que se pretende ficar no Japão, disponibilidade de escolas brasileiras na região, fatores financeiros, de adaptação, etc. Por um lado, estudar numa escola japonesa, no Japão, seria aconselhável e até certo ponto natural, já que se vive nesse país. Porém, para aqueles que estão aqui só por uma curta temporada, a equivalência do estudo nos dois países pode ser um problema no retorno ao Brasil.

Qualquer que seja a escolha, existirão vantagens e desvantagens que deverao ser colocadas na balança junto com as prioridades de cada familia.

Leiam a experiência de Karin, que é educadora, quando retornou ao Espirito Santo com seus filhos no ano passado.

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Caros,

Eu estive no Japão por alguns meses em 2006 e eu tenho 3 filhos, uma de 7, outro de 5 e uma de 3 anos. Assim, tive que fazer uma pesquisa sobre o processo burocrático para o reconhecimento do ensino fundamental e médio no Brasil. Esse processo varia de estado para estado.

Até alguns anos atrás não se reconhecia o estudo de brasileiros em escolas japonesas, o que fez com que algumas pessoas ao voltarem ao Brasil tivessem que fazer aquelas provas de supletivo para conseguir o segundo grau. Aqueles que ainda não tinham idade para fazer um supletivo tinham que repetir o estudo no Brasil. Depois, com o reconhecimento, deve-se fazer provas em alguma escola e com este resultado tentar revalidar a sua escolariedade na secretaria de educação estadual.

Para quem estudou em escolas japonesas, havia um certo problema com disciplinas como geografia, história e português. Quando eu fiz esta pesquisa no estado do Espirito Santo, me disseram que toda escola pública ou privada pode aplicar estas provas, porém, a maioria não sabe como proceder, e eles não tinham idéia do tempo deste processo. Me disseram que em SP, isto é mais fácil. Minha filha mais velha, que tem 7 anos, voltou em janeiro de 2007 (no ano de 2006 ela estava em uma escola japonesa no Japão) e ao fazer a inscrição dela para a primeira série numa escola pública, me pediram um certificado de conclusão do pré!! Sabiam disso??? Como ela fez desde o berçário até o início do pré na mesma rede, pedimos o favor para a diretora, que assinou este certificado e conseguimos resolver o problema dela. Notem que pelo o que eles me explicaram, a criança não fica fora da escola porque afinal ela é brasileira ! Ela tem o direito ao estudo. O ponto em discussão é se ela estaria na primeira série ou faria o pré. Quando o MEC começou a credenciar as escolas brasileiras no Japão, isto se tornou transparente. Se a criança está numa escola brasileira no Japão, seu currículo é compatível com qualquer escola do Brasil e portanto a criança pode voltar a qualquer hora e continuar na mesma série, sem provas adicionais ou processos burocráticos em secretarias estaduais de educação. Foi uma forma de facilitar a volta das crianças ao Brasil. E para quem vai do Brasil para o Japão, nem sempre é fácil conseguir uma vaga em uma escola japonesa. Eu diria o contrário, é difícil.

Karin (profkarin@gmail.com)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Voluntariado em escolas no Japão - Robson Ryu Yamamoto


É a primeira vez que escrevo neste espaço, e gostaria de agradecer pela oportunidade que está sendo dada a mim.

Sou filho de japoneses (nissei), nascido em Santa Catarina e atualmente estou cursando doutorado na Universidade de Tsukuba na área de Agronomia, recebendo bolsa de estudos da Nippon Zaidan, destinado a descendentes de japoneses nascidos na América Latina.

Além dos estudos, nestes 3 anos de Japão, estou tendo a oportunidade de realizar diversas atividades pelo Japão, dentre as quais, visitas a escolas japonesas e latino-americanas.

Nas visitas a escolas japonesas, principalmente shogakko e chugakko (que correspondem ao nosso ensino fundamental), falo sobre o nosso país, nossa história e nossa cultura. Comento sobre a formação multicultural da nossa sociedade, dentre elas a importância da influência japonesa (seja na cultura, no esporte, agricultura, dentre outras áreas). Por motivos históricos e geográficos o Japão não teve muito contato com o mundo ocidental, e agora que estamos na era da globalização, procuro enfatizar a importância de conhecer novas culturas.

Nas visitas à escolas latino-americanas (de Gunma, Saitama, Hamamatsu) procuro enfatizar a importância e mostrar a grande oportunidade que as crianças estão tendo para aprender também o idioma japonês. Dessa maneira, elas teriam a oportunidade de, num futuro próximo, estudar em universidades japonesas recebendo bolsas de estudos como eu.

A iniciativa de realizar estas atividades surgiu como uma forma de agradecimento pela oportunidade que estou tendo de estudar no Japão recebendo uma bolsa de estudos. Além disso, ao apresentar o Brasil para crianças japonesas sinto estar mostrando muito mais além do “samba, futebol, Amazônia e dekasseguis” que os japoneses mais conhecem do nosso país.

Pretendo continuar com estas atividades e realizar outras em prol da comunidade brasileira que vive no Japão, que muitas vezes por problemas culturas e de idioma encontram dificuldades para viver neste país.

Robson Ryu Yamamoto
山本・ロブソン・隆  
yamamoto_ryu@yahoo.com.br

Links:
http://blog.canpan.info/yamamoto_ryu/ (blog pessoal, em japonês, onde escrevo sobre as atividades que realizo);
http://www.nikkeiportal.com/nikkei/?page_id=281&lan=portuguese (informações sobre a bolsa de estudos, sobre o grupo de bolsistas da qual faço parte)

Fotos:
Ibaraki, Tsukuba Shiritsu Ounan-shogakko
Chiba, Aiko Shiritsu Abiko-tyugakko

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Brasileiras e Brasileiros no Exterior: Informações Úteis


A cartilha do migrante brasileiro, agora chamada oficialmente de "Brasileiras e Brasileiros no Exterior: Informações Úteis", já está pronta e disponível para os interessados. A cartilha é um guia importante tanto para aqueles que pretendem trabalhar ou estudar fora do Brasil, bem como para os que já moram no exterior. Ela foi uma iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego e apoio de vários outros ministérios. A população também participou dando opiniões e sugestões através de consulta pública no ano passado.

Se você tem dúvida sobre os procedimentos e obrigações do que se fazer antes de sair do Brasil, e no retorno, a cartilha traz todas essas informações, além de dicas e conselhos para evitar problemas, conhecer seus direitos e como achar ajuda. A cartilha está muito mais rica e bem elaborada do que a versão preliminar apresentada no ano passado para consulta pública. Ela tem 72 páginas, mas possui um índice por assunto (no final) que facilita a consulta para dúvidas específicas. Ela também vem ilustrada com depoimentos dos próprios migrantes.

Baixe agora a cartilha "Brasileiras e Brasileiros no Exterior: Informações Úteis" nos links abaixo:
http://www.mte.gov.br/trab_estrang/Brasileiros_no_Exterior_Cartilha_2008.pdf
http://download.uol.com.br/ultnot/cartilha.pdf

*foto retirada da página eletrônica do MTE.